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GUIA DE LABORATÓRIO · NORMAS

Normas para análise de tamanho de partículas: guia ANVISA, USP, Ph. Eur. e ISO

Como escolher as referências aplicáveis à técnica, à amostra e ao objetivo da análise.

HajaLux · Publicado em 2 de outubro de 2026 · Normas

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Qual norma deve ser usada para análise de tamanho de partículas? A resposta depende da técnica, da amostra e da pergunta analítica. Difração a laser, DLS, peneiramento e controle de contaminação particulada não medem exatamente a mesma coisa.

Tamanho de partícula: onde procurarAs referências dependem da técnica e da aplicação. Comece pela pergunta analítica.HajaLux | Particle Data Authority™Tamanho de partícula: onde procurarAs referências dependem da técnica e da aplicação. Comece pela pergunta analítica.ANVISA / BrasilRDC 166/2017Validação de métodos analíticos para insumos farmacêuticos,medicamentos e produtos biológicos. Consulta pública de revisãorealizada em 2026.ISO / Difração a laserISO 13320:2020Qualificação instrumental e distribuição de tamanho em pós,sprays, aerossóis, suspensões, emulsões e bolhas.ISO / DLSISO 22412:2025Tamanho hidrodinâmico médio e distribuição de partículasprincipalmente submicrométricas, emulsões e bolhas finas emlíquidos.USP<429> e <430><429>: difração a laser. <430>: análise de tamanho porespalhamento dinâmico de luz (DLS).FarmacopeiaEuropeia2.9.31 e 2.9.502.9.31: difração a laser. 2.9.50: DLS. Textos no contexto daharmonização farmacopeica internacional.USP / Ph. Eur.<786>, <811> e 2.9.38Peneiramento e finura de pós, conforme a pergunta analítica e afaixa granulométrica.Caracterização de tamanho e controle de contaminação particulada respondem a perguntasdiferentes.HajaLux · 20261/3
Infográfico HajaLux · 1/3 · No celular, deslize o infográfico para ler todos os detalhes.

Difração a laser: ISO 13320:2020

A ISO 13320:2020 — Particle size analysis — Laser diffraction methods é uma das principais referências internacionais para determinação da distribuição de tamanho por difração a laser. Publicada em 2020, a segunda edição continua vigente e teve sua validade confirmada pela ISO em 2025.

A norma aborda qualificação instrumental e medição da distribuição de tamanho em pós, suspensões, emulsões, sprays, aerossóis e bolhas. A faixa de aplicação indicada é aproximadamente de 0,1 µm a 3 mm, podendo ser ampliada conforme a instrumentação e as condições de medição.

Seguir a norma não significa apenas colocar a amostra no equipamento e registrar D10, D50 e D90. A qualidade do resultado depende da representatividade da amostra, do estado de dispersão, das condições de medição, do modelo óptico e da demonstração de que o procedimento é adequado ao objetivo da análise.

USP <429> e Ph. Eur. 2.9.31

Na United States Pharmacopeia, a referência para difração a laser é o capítulo USP <429> Light Diffraction Measurement of Particle Size. O texto trata de desenvolvimento do procedimento, amostragem, dispersão, medição, qualificação instrumental e qualificação de desempenho.

Na Farmacopeia Europeia, o texto correspondente é o Ph. Eur. 2.9.31 — Particle size analysis by laser light diffraction. Os capítulos integram os esforços de harmonização farmacopeica internacional.

DLS: ISO 22412:2025, USP <430> e Ph. Eur. 2.9.50

Para partículas submicrométricas dispersas em líquidos, outra técnica ganha protagonismo: Dynamic Light Scattering (DLS).

Em setembro de 2025 foi publicada a terceira edição da ISO 22412:2025 — Particle size analysis — Dynamic light scattering (DLS). A norma trata da determinação do tamanho hidrodinâmico médio e da distribuição de tamanho, principalmente de partículas submicrométricas, emulsões e bolhas finas dispersas em líquidos.

No ambiente farmacopeico, o tema aparece no USP <430> Particle Size Analysis by Dynamic Light Scattering e no Ph. Eur. 2.9.50 Particle size analysis by dynamic light scattering. Essas referências são particularmente relevantes para nanopartículas, lipossomas, suspensões coloidais e emulsões.

Publicações e atualizações-chaveDatas de referência para localizar a edição. Confirme a versão vigente antes de definir o método.HajaLux | Particle Data Authority™Publicações e atualizações-chaveDatas de referência para localizar a edição. Confirme a versão vigente antes de definir ométodo.2017ANVISA RDC 166/2017Validação de métodos analíticos.2019ANVISA IN 33/2019Desempenho in vitro de medicamentos nasais e inalatórios; inclui distribuição detamanho por difração a laser.2020ISO 13320:2020 · 2ª ediçãoParticle size analysis — Laser diffraction methods.2023USP <786>Revisão harmonizada de peneiramento analítico oficial na USP–NF em 1º de maiode 2023.2025ISO 22412:2025 · 3ª ediçãoParticle size analysis — Dynamic light scattering (DLS).2025ISO 9276-1:2025 · 3ª ediçãoRepresentação gráfica de resultados de análise de tamanho.2026Farmacopeia Brasileira · 8ª ediçãoAprovada pela RDC 1.026, de 15 de maio de 2026.2026Revisão da RDC 166/2017ANVISA realizou consulta pública para revisar a regulamentação.A data de publicação não dispensa a verificação da vigência e da aplicabilidade.HajaLux · 20262/3
Infográfico HajaLux · 2/3 · No celular, deslize o infográfico para ler todos os detalhes.

Como apresentar os resultados: série ISO 9276

Medir é apenas parte do trabalho. A série ISO 9276 — Representation of results of particle size analysis trata da representação e interpretação das distribuições. A ISO 9276-1:2025 aborda representação gráfica, incluindo histogramas, densidades de distribuição e distribuições cumulativas. A ISO 9276-2 trata de cálculos de tamanhos médios, diâmetros e momentos derivados das distribuições.

Peneiramento e finura de pós

Quando a distribuição granulométrica é determinada por peneiramento, outras referências entram em cena. Na USP, o capítulo <786> Particle Size Distribution Estimation by Analytical Sieving trata do peneiramento analítico, enquanto o <811> Powder Fineness aborda a classificação da finura de pós. Na Farmacopeia Europeia, a referência correspondente é o Ph. Eur. 2.9.38.

Onde entra a ANVISA?

No Brasil, é importante separar uma norma que descreve como executar uma técnica de uma regulamentação que estabelece como demonstrar que um método analítico é adequado ao uso pretendido.

A RDC nº 166, de 24 de julho de 2017, estabelece critérios para validação de métodos analíticos empregados em insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos. Em 2026, a ANVISA abriu consulta pública para revisar essa resolução e aproximar a regulamentação brasileira das práticas internacionais mais recentes. Portanto, projetos novos devem acompanhar a conclusão desse processo antes de assumir que o texto de 2017 permanecerá inalterado.

Farmacopeia Brasileira: atenção à edição vigente

Em maio de 2026, a ANVISA aprovou a 8ª edição da Farmacopeia Brasileira, por meio da RDC nº 1.026, de 15 de maio de 2026. Documentos internos, POPs, protocolos e relatórios que ainda citam automaticamente edições anteriores devem ser verificados antes de serem reutilizados.

Sprays nasais e nebulização: quando o tamanho da gotícula vira parâmetro regulatório

A relação entre tamanho e regulação fica particularmente clara nos medicamentos administrados na forma de spray ou aerossol. A Instrução Normativa ANVISA nº 33, de 16 de abril de 2019, estabelece requisitos para estudos relacionados a medicamentos nasais e inalatórios.

Para sprays nasais, devem ser determinados D10, D50, D90, Span [(D90 − D10)/D50] e a porcentagem de gotículas abaixo de 10 µm. A IN também estabelece condições de medição relacionadas à distância entre o atuador e o feixe do laser e à avaliação no início e no final do conteúdo.

Para medicamentos destinados à nebulização, também são avaliados D10, D50, D90, Span e a porcentagem de gotículas abaixo de 10 µm em etapas definidas do processo de nebulização.

Tamanho da gotícula e regulaçãoMedicamentos nasais, nebulização e determinados cosméticos têm contextos específicos no Brasil.HajaLux | Particle Data Authority™Tamanho da gotícula e regulaçãoMedicamentos nasais, nebulização e determinados cosméticos têm contextos específicos noBrasil.Medicamentos nasaise nebulizaçãoANVISA IN 33/2019Difração a laser para distribuição do tamanho degotículas/partículas.Parâmetros aregistrarD10 · D50 · D90 · Span · % < 10 µmSpan = (D90 − D10)/D50. Registrar sistema, software, parâmetros eevidências do platô da pluma.Sprays nasaisInício e final do conteúdoDuas distâncias entre 2 e 7 cm, separadas por 3 cm ou mais,conforme a aplicação.Medicamentos paranebulizaçãoInício e final da nebulizaçãoAvaliar D10, D50, D90, Span e a porcentagem abaixo de 10 µm.Spray contínuoinfantil / cosméticos99% das partículas/gotículas > 10 µmContexto da Nota Técnica ANVISA nº 02/2018, para produtos infantisem embalagem de spray contínuo.Fração inferior a 1µmAbaixo do limite inferior de quantificaçãoO limite do método deve ser baixo o suficiente para avaliar arelevância da fração para o risco de inalação.Esses critérios pertencem a aplicações específicas. Não são limites universais para todos os sprays.HajaLux · 20263/3
Infográfico HajaLux · 3/3 · No celular, deslize o infográfico para ler todos os detalhes.

E os sprays cosméticos infantis?

A ANVISA também publicou orientação específica para produtos infantis apresentados em embalagem de spray contínuo. Nesse contexto, 99% das partículas ou gotículas liberadas devem apresentar tamanho superior a 10 µm. A fração inferior a 1 µm deve permanecer abaixo do limite inferior de quantificação do método, em nível adequado para avaliar o risco de inalação.

Esses números não devem ser transformados em um limite universal para qualquer spray. Eles pertencem a um contexto regulatório específico.

Tamanho de partícula não é o mesmo que contaminação particulada

Essa distinção evita um erro frequente. O USP <788> Particulate Matter in Injections trata do controle de partículas subvisíveis não intencionais presentes em preparações parenterais. Portanto, não deve ser colocado simplesmente na mesma categoria da ISO 13320 ou do USP <429>.

Uma coisa é caracterizar a distribuição de tamanho das partículas que constituem ou caracterizam intencionalmente um material. Outra é detectar e controlar material particulado indesejado em um produto farmacêutico. A pergunta analítica vem antes da escolha da norma.

Qual norma utilizar, afinal?

Identifique a técnica ou a aplicação e consulte as referências correspondentes.

Difração a laser

Distribuição de tamanho por difração a laser

DLS

Tamanho hidrodinâmico em dispersões líquidas

Peneiramento e finura de pós

Distribuição granulométrica e classificação de pós

Sprays nasais e nebulização

Medicamentos no contexto regulatório brasileiro

IN ANVISA 33/2019

O contexto regulatório deve ser avaliado conforme o produto e a finalidade.

Uma norma não substitui o desenvolvimento do método.

Dois laboratórios podem utilizar equipamentos baseados no mesmo princípio físico e obter resultados diferentes se amostragem, dispersão, concentração, energia aplicada, modelo óptico, faixa de medição ou critérios de análise forem inadequados.

Como a HajaLux pode apoiar seu laboratório

A HajaLux atua no desenvolvimento e revisão de métodos de caracterização de partículas, incluindo difração a laser, DLS, NTA e potencial zeta, além da elaboração e revisão de POPs, avaliação de resultados, treinamento e suporte técnico relacionado às normas aplicáveis.

Se o laboratório precisa entender qual norma se aplica à análise, quais parâmetros devem ser controlados e como transformar requisitos normativos em um método executável e documentado, uma revisão técnica pode evitar retrabalho, resultados não comparáveis e dificuldades na transferência do método.


Conteúdo técnico atualizado em outubro de 2026. Regulamentos, normas ISO e capítulos farmacopeicos podem ser revisados. Antes de utilizar este material para fins regulatórios, confirme a versão vigente do documento aplicável.

Referências para consulta

Difração a laser: ISO 13320:2020 — catálogo oficial da ISO.

DLS: ISO 22412:2025 — catálogo oficial da ISO.

Representação de resultados: ISO 9276-1:2025 e série ISO 9276 — catálogo do comitê ISO/TC 24/SC 4, incluindo a parte 2 sobre cálculos de tamanhos médios e momentos.

United States Pharmacopeia: USP–NF Online — portal oficial para consulta aos capítulos <429>, <430>, <786>, <788> e <811>. Consulte também o status de harmonização dos capítulos gerais.

Farmacopeia Europeia: Ph. Eur. — página oficial da EDQM e acesso ao compêndio. No portal, procure os capítulos 2.9.31, 2.9.38 e 2.9.50.

Validação de métodos: RDC Anvisa nº 166/2017 — AnvisaLegis.

Medicamentos nasais e inalatórios: IN Anvisa nº 33/2019 — AnvisaLegis.

Farmacopeia Brasileira: 8ª edição — página oficial da Anvisa e links para os volumes.

Os links abrem em uma nova aba. As páginas da ISO apresentam os registros oficiais das normas; o texto integral pode exigir compra. USP–NF e Ph. Eur. podem exigir cadastro ou assinatura. Nos compêndios, confirme a edição, os suplementos e as datas de aplicação.

Atualizações e aplicações específicas: consulta pública de revisão da RDC 166/2017; Nota Técnica ANVISA nº 02/2018 — spray contínuo infantil; registro USP do capítulo <786> e versão oficial de 2023.

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