Qual norma deve ser usada para análise de tamanho de partículas? A resposta depende da técnica, da amostra e da pergunta analítica. Difração a laser, DLS, peneiramento e controle de contaminação particulada não medem exatamente a mesma coisa.
Infográfico HajaLux · 1/3 · No celular, deslize o infográfico para ler todos os detalhes.
Difração a laser: ISO 13320:2020
A ISO 13320:2020 — Particle size analysis — Laser diffraction methods é uma das principais referências internacionais para determinação da distribuição de tamanho por difração a laser. Publicada em 2020, a segunda edição continua vigente e teve sua validade confirmada pela ISO em 2025.
A norma aborda qualificação instrumental e medição da distribuição de tamanho em pós, suspensões, emulsões, sprays, aerossóis e bolhas. A faixa de aplicação indicada é aproximadamente de 0,1 µm a 3 mm, podendo ser ampliada conforme a instrumentação e as condições de medição.
Seguir a norma não significa apenas colocar a amostra no equipamento e registrar D10, D50 e D90. A qualidade do resultado depende da representatividade da amostra, do estado de dispersão, das condições de medição, do modelo óptico e da demonstração de que o procedimento é adequado ao objetivo da análise.
USP <429> e Ph. Eur. 2.9.31
Na United States Pharmacopeia, a referência para difração a laser é o capítulo USP <429> Light Diffraction Measurement of Particle Size. O texto trata de desenvolvimento do procedimento, amostragem, dispersão, medição, qualificação instrumental e qualificação de desempenho.
Na Farmacopeia Europeia, o texto correspondente é o Ph. Eur. 2.9.31 — Particle size analysis by laser light diffraction. Os capítulos integram os esforços de harmonização farmacopeica internacional.
DLS: ISO 22412:2025, USP <430> e Ph. Eur. 2.9.50
Para partículas submicrométricas dispersas em líquidos, outra técnica ganha protagonismo: Dynamic Light Scattering (DLS).
Em setembro de 2025 foi publicada a terceira edição da ISO 22412:2025 — Particle size analysis — Dynamic light scattering (DLS). A norma trata da determinação do tamanho hidrodinâmico médio e da distribuição de tamanho, principalmente de partículas submicrométricas, emulsões e bolhas finas dispersas em líquidos.
No ambiente farmacopeico, o tema aparece no USP <430> Particle Size Analysis by Dynamic Light Scattering e no Ph. Eur. 2.9.50 Particle size analysis by dynamic light scattering. Essas referências são particularmente relevantes para nanopartículas, lipossomas, suspensões coloidais e emulsões.
Infográfico HajaLux · 2/3 · No celular, deslize o infográfico para ler todos os detalhes.
Como apresentar os resultados: série ISO 9276
Medir é apenas parte do trabalho. A série ISO 9276 — Representation of results of particle size analysis trata da representação e interpretação das distribuições. A ISO 9276-1:2025 aborda representação gráfica, incluindo histogramas, densidades de distribuição e distribuições cumulativas. A ISO 9276-2 trata de cálculos de tamanhos médios, diâmetros e momentos derivados das distribuições.
Peneiramento e finura de pós
Quando a distribuição granulométrica é determinada por peneiramento, outras referências entram em cena. Na USP, o capítulo <786> Particle Size Distribution Estimation by Analytical Sieving trata do peneiramento analítico, enquanto o <811> Powder Fineness aborda a classificação da finura de pós. Na Farmacopeia Europeia, a referência correspondente é o Ph. Eur. 2.9.38.
Onde entra a ANVISA?
No Brasil, é importante separar uma norma que descreve como executar uma técnica de uma regulamentação que estabelece como demonstrar que um método analítico é adequado ao uso pretendido.
A RDC nº 166, de 24 de julho de 2017, estabelece critérios para validação de métodos analíticos empregados em insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos. Em 2026, a ANVISA abriu consulta pública para revisar essa resolução e aproximar a regulamentação brasileira das práticas internacionais mais recentes. Portanto, projetos novos devem acompanhar a conclusão desse processo antes de assumir que o texto de 2017 permanecerá inalterado.
Farmacopeia Brasileira: atenção à edição vigente
Em maio de 2026, a ANVISA aprovou a 8ª edição da Farmacopeia Brasileira, por meio da RDC nº 1.026, de 15 de maio de 2026. Documentos internos, POPs, protocolos e relatórios que ainda citam automaticamente edições anteriores devem ser verificados antes de serem reutilizados.
Sprays nasais e nebulização: quando o tamanho da gotícula vira parâmetro regulatório
A relação entre tamanho e regulação fica particularmente clara nos medicamentos administrados na forma de spray ou aerossol. A Instrução Normativa ANVISA nº 33, de 16 de abril de 2019, estabelece requisitos para estudos relacionados a medicamentos nasais e inalatórios.
Para sprays nasais, devem ser determinados D10, D50, D90, Span [(D90 − D10)/D50] e a porcentagem de gotículas abaixo de 10 µm. A IN também estabelece condições de medição relacionadas à distância entre o atuador e o feixe do laser e à avaliação no início e no final do conteúdo.
Para medicamentos destinados à nebulização, também são avaliados D10, D50, D90, Span e a porcentagem de gotículas abaixo de 10 µm em etapas definidas do processo de nebulização.
Infográfico HajaLux · 3/3 · No celular, deslize o infográfico para ler todos os detalhes.
E os sprays cosméticos infantis?
A ANVISA também publicou orientação específica para produtos infantis apresentados em embalagem de spray contínuo. Nesse contexto, 99% das partículas ou gotículas liberadas devem apresentar tamanho superior a 10 µm. A fração inferior a 1 µm deve permanecer abaixo do limite inferior de quantificação do método, em nível adequado para avaliar o risco de inalação.
Esses números não devem ser transformados em um limite universal para qualquer spray. Eles pertencem a um contexto regulatório específico.
Tamanho de partícula não é o mesmo que contaminação particulada
Essa distinção evita um erro frequente. O USP <788> Particulate Matter in Injections trata do controle de partículas subvisíveis não intencionais presentes em preparações parenterais. Portanto, não deve ser colocado simplesmente na mesma categoria da ISO 13320 ou do USP <429>.
Uma coisa é caracterizar a distribuição de tamanho das partículas que constituem ou caracterizam intencionalmente um material. Outra é detectar e controlar material particulado indesejado em um produto farmacêutico. A pergunta analítica vem antes da escolha da norma.
Qual norma utilizar, afinal?
Identifique a técnica ou a aplicação e consulte as referências correspondentes.
O contexto regulatório deve ser avaliado conforme o produto e a finalidade.
Uma norma não substitui o desenvolvimento do método.
Dois laboratórios podem utilizar equipamentos baseados no mesmo princípio físico e obter resultados diferentes se amostragem, dispersão, concentração, energia aplicada, modelo óptico, faixa de medição ou critérios de análise forem inadequados.
Como a HajaLux pode apoiar seu laboratório
A HajaLux atua no desenvolvimento e revisão de métodos de caracterização de partículas, incluindo difração a laser, DLS, NTA e potencial zeta, além da elaboração e revisão de POPs, avaliação de resultados, treinamento e suporte técnico relacionado às normas aplicáveis.
Se o laboratório precisa entender qual norma se aplica à análise, quais parâmetros devem ser controlados e como transformar requisitos normativos em um método executável e documentado, uma revisão técnica pode evitar retrabalho, resultados não comparáveis e dificuldades na transferência do método.
Conteúdo técnico atualizado em outubro de 2026. Regulamentos, normas ISO e capítulos farmacopeicos podem ser revisados. Antes de utilizar este material para fins regulatórios, confirme a versão vigente do documento aplicável.
Os links abrem em uma nova aba. As páginas da ISO apresentam os registros oficiais das normas; o texto integral pode exigir compra. USP–NF e Ph. Eur. podem exigir cadastro ou assinatura. Nos compêndios, confirme a edição, os suplementos e as datas de aplicação.
Transforme as referências em um método aplicável a sua amostra
A HajaLux ajuda seu laboratório a revisar métodos, elaborar POPs, interpretar resultados e treinar a equipe em difração a laser, DLS, NTA e potencial zeta.
Conte qual é a amostra, o equipamento e a dificuldade da análise para definirmos o escopo do apoio técnico.
Which standard should be used for particle size analysis? The answer depends on the technique, sample and analytical question. Laser diffraction, DLS, sieving and particulate contamination control do not measure exactly the same thing.
HajaLux infographic · 1/3 · On mobile, scroll across the infographic to read the details.
Laser diffraction: ISO 13320:2020
ISO 13320:2020 — Particle size analysis — Laser diffraction methods is a key international reference for determining particle size distributions by laser diffraction. Published in 2020, its second edition remains current and was confirmed by ISO in 2025.
The standard covers instrument qualification and size distribution measurements in powders, suspensions, emulsions, sprays, aerosols and bubbles. Its stated application range is approximately 0.1 µm to 3 mm and may be extended depending on the instrumentation and measurement conditions.
Following the standard involves more than placing the sample in the instrument and recording D10, D50 and D90. Result quality depends on sample representativeness, dispersion state, measurement conditions, the optical model and evidence that the procedure is suitable for the intended analysis.
USP <429> and Ph. Eur. 2.9.31
In the United States Pharmacopeia, the laser diffraction reference is USP <429> Light Diffraction Measurement of Particle Size. It addresses procedure development, sampling, dispersion, measurement, instrument qualification and performance qualification.
In the European Pharmacopoeia, the corresponding text is Ph. Eur. 2.9.31 — Particle size analysis by laser light diffraction. These chapters are part of international pharmacopoeial harmonization efforts.
DLS: ISO 22412:2025, USP <430> and Ph. Eur. 2.9.50
For submicrometre particles dispersed in liquids, another technique takes centre stage: dynamic light scattering (DLS).
The third edition of ISO 22412:2025 — Particle size analysis — Dynamic light scattering (DLS) was published in September 2025. It addresses average hydrodynamic size and the size distribution of mainly submicrometre particles, emulsions and fine bubbles dispersed in liquids.
In pharmacopoeias, this topic is covered by USP <430> Particle Size Analysis by Dynamic Light Scattering and Ph. Eur. 2.9.50 Particle size analysis by dynamic light scattering. These references are particularly relevant to nanoparticles, liposomes, colloidal suspensions and emulsions.
HajaLux infographic · 2/3 · On mobile, scroll across the infographic to read the details.
Presenting results: the ISO 9276 series
Measurement is only part of the work. The ISO 9276 — Representation of results of particle size analysis series addresses how distributions are presented and interpreted. ISO 9276-1:2025 covers graphical representation, including histograms, distribution densities and cumulative distributions. ISO 9276-2 addresses the calculation of average sizes, diameters and moments derived from distributions.
Sieving and powder fineness
When particle size distribution is determined by sieving, other references apply. In USP, <786> Particle Size Distribution Estimation by Analytical Sieving covers analytical sieving, while <811> Powder Fineness addresses powder fineness classification. The corresponding European Pharmacopoeia reference is Ph. Eur. 2.9.38.
Where does ANVISA fit in?
In Brazil, distinguish a standard that describes how to perform a technique from a regulation that establishes how to demonstrate that an analytical method is suitable for its intended use.
RDC No. 166 of July 24, 2017 establishes validation criteria for analytical methods used for pharmaceutical ingredients, medicines and biological products. In 2026, ANVISA held a public consultation on revising this resolution to align Brazilian regulation with more recent international practices. New projects should therefore monitor the outcome of that process rather than assume the 2017 text will remain unchanged.
Brazilian Pharmacopoeia: check the applicable edition
In May 2026, ANVISA approved the 8th edition of the Brazilian Pharmacopoeia through RDC No. 1,026 of May 15, 2026. Internal documents, SOPs, protocols and reports that still automatically cite earlier editions should be checked before reuse.
Nasal sprays and nebulization: when droplet size becomes a regulatory parameter
The link between size and regulation is particularly clear for medicines delivered as sprays or aerosols. ANVISA Normative Instruction No. 33 of April 16, 2019 establishes requirements for studies involving nasal and inhaled medicines.
For nasal sprays, determine D10, D50, D90, Span [(D90 − D10)/D50] and the percentage of droplets below 10 µm. The instruction also specifies measurement conditions involving the distance between the actuator and laser beam, and assessments at the beginning and end of the container contents.
For medicines intended for nebulization, D10, D50, D90, Span and the percentage of droplets below 10 µm are also assessed at defined stages of nebulization.
HajaLux infographic · 3/3 · On mobile, scroll across the infographic to read the details.
What about cosmetic sprays for children?
ANVISA has also issued specific guidance for children’s products in continuous-spray packaging. In this context, 99% of released particles or droplets must be larger than 10 µm. The fraction below 1 µm must remain below the method’s lower limit of quantification, at a level suitable for assessing inhalation risk.
These figures must not be treated as a universal limit for every spray. They belong to a specific regulatory context.
Particle size is different from particulate contamination
This distinction prevents a common error. USP <788> Particulate Matter in Injections addresses control of unintended subvisible particles in parenteral preparations. It should therefore not simply be grouped with ISO 13320 or USP <429>.
Characterizing the size distribution of particles that intentionally constitute or characterize a material is one task. Detecting and controlling unwanted particulate matter in a pharmaceutical product is another. The analytical question comes before selecting the standard.
Which reference applies to each technology?
Identify the technique or application and consult the corresponding references.
Assess the regulatory context for the product and intended use.
A standard does not replace method development.
Two laboratories using instruments based on the same physical principle may obtain different results if sampling, dispersion, concentration, applied energy, optical model, measurement range or analysis criteria are unsuitable.
How HajaLux can support your laboratory
HajaLux develops and reviews particle characterization methods, including laser diffraction, DLS, NTA and zeta potential, and provides SOP preparation and review, result evaluation, training and technical support related to applicable standards.
If your laboratory needs to identify applicable references, determine which parameters to control and turn normative requirements into an executable, documented method, a technical review can help avoid rework, non-comparable results and method transfer difficulties.
Technical content updated in October 2026. Regulations, ISO standards and pharmacopoeial chapters may be revised. Before using this material for regulatory purposes, confirm the applicable document’s current version.
Links open in a new tab. ISO pages provide official standard records; the full text may require purchase. USP–NF and Ph. Eur. may require registration or a subscription. For compendia, confirm the edition, supplements and implementation dates.
¿Qué norma debe utilizarse para analizar el tamaño de partículas? La respuesta depende de la técnica, la muestra y la pregunta analítica. La difracción láser, DLS, el tamizado y el control de la contaminación por partículas no miden exactamente lo mismo.
Infografía HajaLux · 1/3 · En el celular, deslice la infografía para leer todos los detalles.
Difracción láser: ISO 13320:2020
La ISO 13320:2020 — Particle size analysis — Laser diffraction methods es una de las principales referencias internacionales para determinar la distribución del tamaño mediante difracción láser. Publicada en 2020, la segunda edición sigue vigente y fue confirmada por ISO en 2025.
La norma aborda la calificación instrumental y la medición de la distribución del tamaño en polvos, suspensiones, emulsiones, sprays, aerosoles y burbujas. El intervalo de aplicación indicado es aproximadamente de 0,1 µm a 3 mm y puede ampliarse según la instrumentación y las condiciones de medición.
Seguir la norma implica más que introducir la muestra en el equipo y registrar D10, D50 y D90. La calidad del resultado depende de la representatividad de la muestra, el estado de dispersión, las condiciones de medición, el modelo óptico y la demostración de que el procedimiento es adecuado para el objetivo del análisis.
USP <429> y Ph. Eur. 2.9.31
En la United States Pharmacopeia, la referencia para difracción láser es el capítulo USP <429> Light Diffraction Measurement of Particle Size. El texto aborda el desarrollo del procedimiento, muestreo, dispersión, medición, calificación instrumental y calificación del desempeño.
En la Farmacopea Europea, el texto correspondiente es Ph. Eur. 2.9.31 — Particle size analysis by laser light diffraction. Estos capítulos forman parte de los esfuerzos internacionales de armonización farmacopeica.
DLS: ISO 22412:2025, USP <430> y Ph. Eur. 2.9.50
Para partículas submicrométricas dispersas en líquidos, otra técnica cobra protagonismo: la dispersión dinámica de luz (DLS).
En septiembre de 2025 se publicó la tercera edición de la ISO 22412:2025 — Particle size analysis — Dynamic light scattering (DLS). La norma aborda el tamaño hidrodinámico medio y la distribución del tamaño, principalmente de partículas submicrométricas, emulsiones y burbujas finas dispersas en líquidos.
En los compendios farmacopeicos, el tema aparece en USP <430> Particle Size Analysis by Dynamic Light Scattering y Ph. Eur. 2.9.50 Particle size analysis by dynamic light scattering. Estas referencias son especialmente relevantes para nanopartículas, liposomas, suspensiones coloidales y emulsiones.
Infografía HajaLux · 2/3 · En el celular, deslice la infografía para leer todos los detalles.
Cómo presentar los resultados: serie ISO 9276
Medir es solo una parte del trabajo. La serie ISO 9276 — Representation of results of particle size analysis aborda la representación e interpretación de las distribuciones. ISO 9276-1:2025 trata la representación gráfica, incluidos histogramas, densidades de distribución y distribuciones acumulativas. ISO 9276-2 aborda los cálculos de tamaños medios, diámetros y momentos derivados de las distribuciones.
Tamizado y finura de polvos
Cuando la distribución granulométrica se determina por tamizado, se aplican otras referencias. En USP, el capítulo <786> Particle Size Distribution Estimation by Analytical Sieving aborda el tamizado analítico, mientras que <811> Powder Fineness trata la clasificación de la finura de polvos. En la Farmacopea Europea, la referencia correspondiente es Ph. Eur. 2.9.38.
¿Dónde interviene ANVISA?
En Brasil, hay que distinguir una norma que describe cómo ejecutar una técnica de una regulación que establece cómo demostrar que un método analítico es adecuado para el uso previsto.
La RDC nº 166, del 24 de julio de 2017, establece criterios para validar métodos analíticos utilizados en ingredientes farmacéuticos, medicamentos y productos biológicos. En 2026, ANVISA realizó una consulta pública para revisar esta resolución y acercar la regulación brasileña a las prácticas internacionales más recientes. Por ello, los proyectos nuevos deben seguir el resultado del proceso antes de asumir que el texto de 2017 permanecerá sin cambios.
Farmacopea Brasileña: atención a la edición vigente
En mayo de 2026, ANVISA aprobó la 8.ª edición de la Farmacopea Brasileña mediante la RDC nº 1.026, del 15 de mayo de 2026. Los documentos internos, procedimientos normalizados de operación (PNO), protocolos e informes que todavía citan automáticamente ediciones anteriores deben revisarse antes de reutilizarse.
Sprays nasales y nebulización: cuando el tamaño de gota se convierte en un parámetro regulatorio
La relación entre tamaño y regulación resulta especialmente clara en los medicamentos administrados en forma de spray o aerosol. La Instrucción Normativa ANVISA nº 33, del 16 de abril de 2019, establece requisitos para estudios de medicamentos nasales e inhalados.
Para sprays nasales, deben determinarse D10, D50, D90, Span [(D90 − D10)/D50] y el porcentaje de gotas inferiores a 10 µm. La instrucción también establece condiciones de medición relativas a la distancia entre el actuador y el haz láser, así como a la evaluación al inicio y al final del contenido.
Para medicamentos destinados a nebulización, también se evalúan D10, D50, D90, Span y el porcentaje de gotas inferiores a 10 µm en etapas definidas del proceso de nebulización.
Infografía HajaLux · 3/3 · En el celular, deslice la infografía para leer todos los detalles.
¿Y los sprays cosméticos infantiles?
ANVISA también publicó una orientación específica para productos infantiles en envases de spray continuo. En este contexto, el 99% de las partículas o gotas liberadas debe presentar un tamaño superior a 10 µm. La fracción inferior a 1 µm debe permanecer por debajo del límite inferior de cuantificación del método, a un nivel adecuado para evaluar el riesgo de inhalación.
Estas cifras no deben convertirse en un límite universal para cualquier spray. Pertenecen a un contexto regulatorio específico.
El tamaño de partículas no es lo mismo que la contaminación por partículas
Esta distinción evita un error frecuente. USP <788> Particulate Matter in Injections trata el control de partículas subvisibles no intencionales presentes en preparaciones parenterales. Por tanto, no debe agruparse simplemente con ISO 13320 o USP <429>.
Una cosa es caracterizar la distribución del tamaño de las partículas que constituyen o caracterizan intencionalmente un material. Otra es detectar y controlar material particulado no deseado en un producto farmacéutico. La pregunta analítica precede a la elección de la norma.
¿Qué referencia corresponde a cada tecnología?
Identifique la técnica o aplicación y consulte las referencias correspondientes.
Evalúe el contexto regulatorio según el producto y el uso previsto.
Una norma no sustituye el desarrollo del método.
Dos laboratorios que utilizan equipos basados en el mismo principio físico pueden obtener resultados diferentes si el muestreo, dispersión, concentración, energía aplicada, modelo óptico, intervalo de medición o criterios de análisis son inadecuados.
Cómo HajaLux puede apoyar a su laboratorio
HajaLux trabaja en el desarrollo y la revisión de métodos de caracterización de partículas, incluidos difracción láser, DLS, NTA y potencial zeta, además de la elaboración y revisión de PNO, evaluación de resultados, formación y soporte técnico relacionados con las normas aplicables.
Si su laboratorio necesita identificar las normas aplicables, definir qué parámetros controlar y transformar los requisitos normativos en un método ejecutable y documentado, una revisión técnica puede evitar trabajo repetido, resultados no comparables y dificultades en la transferencia del método.
Contenido técnico actualizado en octubre de 2026. Las regulaciones, normas ISO y capítulos farmacopeicos pueden revisarse. Antes de utilizar este material con fines regulatorios, confirme la versión vigente del documento aplicable.
Los enlaces se abren en una nueva pestaña. Las páginas de ISO presentan los registros oficiales de las normas; el texto completo puede requerir compra. USP–NF y Ph. Eur. pueden exigir registro o suscripción. En los compendios, confirme la edición, suplementos y fechas de aplicación.
Transforme las referencias en un método aplicable a su muestra
HajaLux ayuda a su laboratorio a revisar métodos, elaborar PNO, interpretar resultados y formar al equipo en difracción láser, DLS, NTA y potencial zeta.
Cuéntenos cuál es la muestra, el equipo y la dificultad del análisis para definir el alcance del apoyo técnico.